Relatória Assembleia – 24-05-2012

ASSEMBLEIA DA PÓS-GRADUAÇÃO

Data: 24/05/2012

Local: Anfiteatro 11° andar, Dom Pedro I, Reitoria.

Presentes:   Alessandro Hahn – PPGF; Alysson Aquino – PPGE; Benito -Comando local de greve dos professores;  Bernardo Pilotto – SINDITEST; Camila de Faria – PPGE; Cristiane de Andrade – SINDITEST; Erico Massoli – PPGS; Felipe Alejandro – PPGCP; Felipe Calabrez – PPGEF; Fernanda Lowdes – Ciências Veterinária; Fernando Henrique – Graduação; Fernando Marcelino – PPCP; Fernando Richarde – PPGEF; Gisele Kuss – PPGE; Hugo Hermógenes – PPGMADE; Juliana Oliveira – PPGE; Karine dos Santos – PPGEF; Larissa Rüncos – Ciências Veterinária; iz Meira Góes – MADE; Lucas Fier – OTP; Lucas Pelissari – PPGE; Luís Buchir – PPGERMA; Luís Allan – APUFPR; Marcelo Silva – PPGE; Luís – Coordenador da Pós-graduação em Letras; Maria Bordini – Letras; Olinda de Sene – OTP; Rafael Balen – PPG-Zoo; Sarita Malaguty – Psicologia; Silvana da Silva – PPGEP; Suelen Góes – PPGEDF; Susana Pimenta – Psicologia; Talita de Assis – PPGEF; Tiago Calve – Psicologia; Tiago Leme – PPGCP; Tiago Rickli – PPGF; Vitor Dieter – Direito; Yuri Campagnaro – Direito;

 

Marcelo (PPG Educação)

Apresentou o fórum, contando do histórico do fórum, das conquistas como alterações  na contra proposta do REUNI, falou sobre as discussões sobre a organização das PPGs que pararam na greve: Ciências Veterinárias, Educação, Políticas Públicas.

 

Fernando (PPG Ciências Políticas)

Observa que 12 programas estavam sendo representados na assembleia.

Fala sobre as bolsas na UFPR, olhando para a universidade como um todo . Diz que hoje existem 42 cursos de doutorado: 1.800 alunos e 66 cursos de mestrado: 4.515 alunos.

Bolsas: CAPES/REUNI: 2.110 (1 bolsa para cada 3 alunos), sendo 970 bolsas CAPES; 1.060 bolsas REUNI.

Lembra que nos últimos anos, houve uma expansão no número de alunos, mas não há recursos suficientes. Ressalta que é justo lutarmos por bolsas para todos os alunos, e um reajuste digno no valor das bolsas. Além disso, devemos negociar nossas pautas nesse momento de greve (que está mais forte) e definir qual o papel da PPG na greve.

 

Luís Allan (APUFPR)

Diz ser uma alegria discutir sobre a greve na pós e ressalta que temos 2 boas greves (ano passado e agora):

No ano passado faziam 10 anos que não havia greve na federal. Havia uma discussão no sindicato, se o sindicalizado se sentia representado pelo sindicato. Além disso, no ano passado havia um contexto muito especial, os professores fizeram um chamado (a iniciativa de greve não parte do sindicato) de construção uma greve que nacionalmente não pegou (somente 4 universidades, 300 sindicalizados). Na UFPR a greve durou duas semanas a mais porque havia uma pauta local.

Sobre a greve do ano passado, Luiz Allan ressalta que as políticas nacionais (boas ou ruim) não são iguais em cada local. Dessa forma, ficou um impasse se assinavam o acordo com o governo ou não, a UFPR não aceitou (4% para uma categoria, lembrando que o último acordo foi negociado em 2007), O governo sinalizou 4% de reajuste e assinou um compromisso com os professores para março de 2012 uma reestruturação da carreira do docente. Assinar esse acordo mostrou um pouco da flexibilidade (ANDES) e alimentaram a categoria. No entanto, a pessoa responsável pelas negociações com os professores morreu em dezembro/2011 e até fevereiro/2012 não havia alguém para o seu lugar e governo dizia que a responsabilidade era da pessoa que morreu.

Governo diz que discutiria em julho, algo que seria decidido no plano orçamentário em agosto, o que ficaria muito em cima. Dessa forma, os professores, em assembleia, deliberaram greve, pois os docentes tinham dado um votos de confiança que o governo não cumpriu.

O foco da greve hoje são dois pontos: a carreira docente e as condições de trabalho.

Vocês da PPG estão vivendo isso, o problema da carreira é nossa realidade futura, o escrivão da policial (bacharel em direito), por exemplo, começa com salário maior que salário de professor adjunto (nível doutorado) e aposentado ganha salário de professor titular. Considerando que o escrivão tem o pior salário da polícia.

Briga mais ampla: não tem política para o servidor federal. Não há discussão de reposição salarial. Quando entraram na justiça (governo FH) ganharam uma suposta reposição, na qual os professores ganham 0,01% de reajuste anual. Hoje os docentes pedem um reajuste de 22,8%, além de uma reposição salarial anual decente.

Diz, ainda, que os professores lutam para que a universidade pare como um todo, para que a greve seja forte e o mais curta possível com pressão ao governo. No momento os professores estão fazendo arrastões. Lembra também que há professores da PPG que pararam e programas inteiros que pararam.

Além disso, diz que, nós da PPG, devemos ter nossas pautas nacionais e pautas locais. (responsabilidade do MEC e Reitorias). Lembra, também, que há um grande numero de Universidades paradas totalmente. Há professores em ambiente insalubres (como HC), que com a negociação do governo receberão menores salários. Eles ganharam os 4% de reajuste, mas perderam em gratificações.

Aluno pergunta sobre situação CAPES e bolsas.

Luiz Allan diz que esse é um impasse, pois é um conjunto de elementos que vem de fora que regulam as atitudes dentro das instituições. Ainda lembra que nos últimos anos (2008 para cá) a graduação mais que dobro em número de alunos. Os docentes tiveram um aumento de 77% no quadro de efetivos. Com isso houve um aumento de 50% na carga de trabalho. Já a PPG foi multiplicada por 3. Dessa forma, observa-se professores cansados.

Ressalta que há professores que realmente orientam e auxiliam os alunos da PPG, mas há outros que simplesmente dizem “se vira”. Cada vez mais os alunos têm sido jogados aos “leões”. Devemos enfrentar juntos o “leão” e teremos que em algum momento enfrentar as condições impostas por este “leão”. Há professores que dizem que os professores sindicalizados não são produtivos. O que não é a realidade, há uma respeitabilidade por parte de todos!

 

Professor Luís (Coordenador da Pós-graduação em Letras)

Na greve do ano passado a PRPPG convocou o fórum dos coordenadores e, por incrível qe pareça houve uma aceitação dos professores, mas não houve pelos alunos da PPG.

O que o professore percebe não ser a realidade da greve desse ano, pois ele não sabe dizer o que acontece, mas de lá para cá não são somente cursos de PPG de humanas que tem parado.

Ressalta que esse papo de PPG e graduação são coisas separadas, não é a realidade, pois os professores são os mesmos. Ressaltou que com a greve, quem sofre pesado são os alunos do primeiro ano, por não finalizar as disciplinas. No entanto, ele acredita que é um efeito colateral aceitável e fácil de ser solucionado, por haver tempo para isso.

Além disso, que há erros nas avaliações, pois temos um modelo que mede qualidade por quantidade. Relembra e faz uma critica a forma que é realizado o Qualis, o qual é aplicado aos livros e revistas sem leitura do material. Nós naturalizamos a CAPES, os 10 mandamentos da CAPES, os aceitando de qualquer forma, sem uma crítica. No entanto, ressalta que fazer PPG no Brasil já foi uma coisa daqui  a 20 anos será outra.

Há coisas da greve que é tiro no pé. Caso de bancas já marcadas, as quais devem ser realizadas perante pedido ao comitê de ética e destaca que durante uma greve o trabalho intelectual não muda!

 

Bernardo (SINDITEST – Mestrando na Unifesp)

Divide que esteve em Brasília na semana passada na manifestação com os servidores públicos.

Ressalta a importância de uma greve que aproveitamos para discutir os nossos problemas, os problemas na educação.

Se utilizando da fala do Professor Luiz Allan sobre a comparação de salários entre professores e escrivães da polícia lembra que os servidores técnicos administrativos da educação federais têm os piores salários de todos os servidores do Brasil.

Além disso, há divisões de classes dentro desta categoria que não podem ser mudadas. Uma das bandeiras é a reestruturação de carreira, para valorizar o processo de educação. Outra pauta é o reajuste salarial.

Bernardo diz ter o entendimento que é necessário parar as atividades para ver melhoras, infelizmente é o que acontece no Brasil. Relembra que as greves do passado que garantiram os três pilares da universidade Ensino, Pesquisa e Extensão.

Ressalta que houve um corte de 50% no salário dos técnicos administrativos da educação na área da saúde, além de cortes no percentual de insalubridade (em vez de percentual ganha-se um valor fixo), a qual acredita ser uma punição a mais para as pessoas que trabalham em áreas com insalubridade. Além disso, técnicos de radiologia não estão recebendo adicional de insalubridade.

Bernardo destacou que há um impasse no governo em quem arca com as despesas em um hospital universitário (Ministério da Educação: ensino e Ministério da Saúde: assistência), No entanto é impossível separar em hospital universitário separar quando é ensino e quando é assistência e ressalta que esta discussão “mata” o caráter extensionista. Dessa forma, chega-se a seguinte conclusão de que a extensão é cara, a assistência é cara, ou seja, devolver para a comunidade o que ela paga é caro!

Ressaltou que onde temos as piores condições de trabalho é na pós-graduação. Faz uma crítica as publicações em revistas brasileiras na língua inglesa. Dessa forma, em uma greve a PPG coloca desafios, pois há condições especificas. Dessa forma, há a importância de ser uma articulação nacional. Saber se para mesmo. Coloca que é importante tentar entender como as outras PPGs em outras instituições estão agindo. Saber se estão parando ou não.

Fazer um movimento que é necessário, pois a PPG pode estar chegando a uma situação insustentável. Devemos ousar! Discussão para além da nossa universidade.

 

Liz (PPG Meio Ambiente e Desenvolvimento)

Fala sobre o comando de mobilização dos estudantes. Já convidando a todos para a próxima assembleia dos estudantes no dia 29/05.

Relembra do momento da greve do ano passado, das conquista! O ano passado é um bom exemplo de conquistas (horários das bibliotecas, café da manhã no RU, entre outros).

Fala que para PPG devemos olhar para duas condições importantes: a condição de ensino, a qual é muito permeada com a graduação e a condição da pesquisa, na qual devemos direcionar para as verbas para pesquisas e o formato de pesquisa.

Esse ano, ela acredita estarmos (PPG) mais mobilizados levantando nossas pautas. Acredita que é importante pensarmos em apoiar os professores tanto para o agora quanto para o nosso futuro profissional.

 

Alisson (PPG Educação)

Complementa sobre o comando de greve e fala sobre as discussões que estão sendo feitas na graduação. Além do levantamento das pautas. Observa que a preocupação de vários cursos é sobre a falta de estrutura, como turmas com 200 alunos em sala por falta de professores, professores que tem 20h de aula são professores que não tem tempo para pesquisa, projetos de extensão e isso afeta diretamente na sala de aula. Ressalta que na última Assembleia do estudante foi deliberado estado de mobilização, com assembleias locais para levantamento de pautas em cada curso para a próxima assembleia (29/05). Lembrar que a greve não é férias, por isso tem muitas atividades para os alunos de discussão, para não ficar somente em um campo raso de ser pró ou contra. Ficaram marcadas pautas locais, juntamente com as nacionais como discussões sobre o REUNI e o tal REUNI 2. Convida a todos para as reuniões de mobilização todas as segundas e quintas às 19h.

Ressalta que as discussões são uma maneira de explicitar escancarar os problemas da instituição. Um deles é a mudança para o novo campus (Rebouças), quais as implicações, como serão as divisões do acervo, etc. Além de questões estruturas com laboratórios, salas de aulas e bibliotecas, questões sobre a permanência estudantil como bolsas, creches para alunos que tem filhos, questões de segurança e enfermaria.

Destaca que é importante agregar a PPG com a graduação e trazer a discussão sobre o produtivismo, a expansão da PPGs, problematizar um pouco da quantidade de verba que o governo esta colocando para fora, essa expansão desenfreada sem condições, sem qualidade, falta de estrutura e condições para a PPG.

 

Abertura para Discussão:

Tiago (PPG de Filosofia)

Dentre os pontos levantados pelos professores fica claro a falta de valorização da educação. Ressalta que além do levantamento de pautas de urgência, lembra que teremos alguns eventos de cunho internacional que podem dificultar ainda mais as negociações (Copa do Mundo e Olimpíadas).

Mostra a defasagem da bolsa de + de 27%, todos nós sabemos que é uma bolsa de subsistência, os valores das bolsas não acompanham a inflação.

Nós da pós temos medo de retaliação com cortes de bolsas, recursos aos programas, problemas nas disciplinas. Em síntese MEDO. Talvez um grande motivo da desmobilização. Temos, muitos motivos, mas muito medo.

Integremos a nossa luta ao DCE, apesar de não acreditar que não somos bem representados pelo DCE atual. No entanto, se não for feito nada agora teremos uma precarização de tudo.

 

Liz (PPG meio Ambiente e Desenvolvimento)

Fala sobre a falta de bolsa, que há mais dificuldade, pois tem que trabalhar 2X.

Fala ainda que devemos demonstrar apoio aos professores e tentar mobilizar a pós: Sugere um indicativo de greve para a PPG. Para que esse ponto seja levado para todos os programas, levantando a importância da paralização dos PPGs. Em nenhum momento foi falado em parar as pesquisas, mas poderíamos parar as aulas. Tentar enfervilhar essa discussão nos programas que não pararam.

 

Marcelo (PPG Educação)

Sugere: tirarmos uma Assembleia/Debate para discussão sobre a PPG no Brasil, a qual tentou-se organizar no ano passado, mas não deu muito certo; articulação com os professores para pressionar a PRPPG para que a PRPPG pressione o governo. Moção é somente um papel; tentar uma articulação nacional com os PPGs de outras instituições, o qual poderia ser iniciado no evento de Brasília no dia 05 de junho. Pois ele acredita que se todos os PPGs do Brasil parassem na greve, talvez a CAPES pudesse flexibilizar prazos de defesa.

 

Vitor (PPG Direito)

Ressalta que os métodos de avaliação da CAPES que deixam as pessoas bem desesperadas, uma angustia por publicações de artigos, devido aos métodos de avaliação. (pauta da pós, mas também dos professores);

 

Alejandro (PPG Ciências Políticas)

Acredita que nós não temos condições, ainda, para um indicativo de greve;

Sugere que: Devemos mobilizar junto à graduação e aos professores e mobilizarmos os pós-graduandos. (sensibilizar todas as categorias); devemos levantar pautas locais e a articulação nacional. Lembra que as pautas da graduação influenciam diretamente para a PPG.

Ressalta que as regras da pós-graduação foram colocadas pelos programas, não pelos os alunos. Os alunos não tem peso, não tem voz na universidade (não tem paridade qualificada). Dessa forma, acredita que fica mais difícil de a reitoria nos ouvir, ouvir as nossas reivindicações. Não viu na assembleia dos professores discussão sobre essa paridade.

 

Fernando (PPG Ciências Políticas)

Precisamos de um estado de mobilização e talvez no dia 05/06 em Brasília seja interessante irmos para Brasília. Acredita que não é impossível entrarmos em greve já que provavelmente será uma greve longa

Sugere que devemos ter uma Organização: Comando:? e próxima Assembleia:? Um meio de organização é o fórum, devemos ter um calendário de atividades.

Levanta Outra pauta como o processo de seleção, poderia ser este unificado? É possível ter uma forma mais objetiva na entrada dos alunos da PG?

 

Lucas (PPG Educação)

Ressalta que o processo de construção do reajuste no valor das bolsas é nacional. No entanto, não é pauta nacional ainda a ampliação no número de bolsas e nem uma política nacional de reajuste anual, para que não seja necessário lutarmos, a cada 3, 4 anos, para o reajuste, sugere a necessidade de um índice anual de reajuste nas bolsas.

Pauta local: Critérios para o processo seletivo e concessão de bolsas: hoje os critérios são meramente meritocráticos, o teste de suficiência em língua estrangeira é um critério de seleção, falta transparência no processo. Sugere a não apresentação de ranqueamento além da inserção dos critérios socioeconômicos para processo seletivo de bolsas.

 

Luiz (PPGERMA)

Ele disse que sendo o programa dele de conceito 5, a maior parte dos problemas apresentados, principalmente acerca das bolsas, não tem acontecido no programa dele. Contudo, os seus professores também tem sofrido imenso com as regras da CAPES, no que diz respeito à quantidade de artigos e de orientados. Por essa razão ele gostaria de saber como os estudantes podem apoiar ao movimento dos professores em greve, pois, os estudantes também são afetados indiretamente por essas decisões ou qualquer dificuldade que os professores tenham, para além de que no caso especial dele por ser estrangeiro, não poder participar de movimentos de greve por motivos acordados no ato da atribuição da bolsa.

Quanto a contribuição para a pauta, para além de apoiar no questionamento quanto aos critérios de avaliação a CAPES aos programas, também sugeriu uma discussão acerca do melhoramento das infraestruturas (laboratórios, salas de estudo, bibliotecas e acesso a internet).

 

Fernando (PPG Educação Física)

Ressalta que na PPGEDF está tudo normal.

Sugere como encaminhamento: o que o comando pode fazer nos programas que não estão em greve, para que as pessoas entendam melhor o que está acontecendo na greve. Abrir discussão, ao menos nas disciplinas, tentando desmistificar as questões da CAPES para os pós-graduandos.

 

Larissa (PPG Ciências Veterinárias)

Questiona se há uma maneira de entrar em contato com todos os alunos, não somente os representantes.

Sugere como encaminhamento: passar as pautas para todos os alunos (tipo um resumão).

Sugere como pauta: a necessidade de ter avaliações dos professores como orientadores, pois observa que estes são somente avaliados por suas publicações. Pois ressalta que alguns são bons pesquisadores, professores, mas não orientadores.

 

Suelen (PPG Educação Física)

Ressalta um ponto sobre uma portaria de CAPES de fevereiro de 2012, na qual “libera” mais um orientando(a) para cada orientador(a). Sendo agora, não sete alunos, mas oito. Acredita que não há estrutura para mais alunos da pós-graduação; falta de qualidade nas orientações, pois muitos orientadores já tem dificuldades de orientar sete ou menos alunos. Além disso, os professores orientadores não tem só tarefas com a Pós-graduação, estas se somam as tarefas da graduação, tanto em aulas quanto orientações de Iniciação Científica, Monografias e Projetos de Extensão, as quais muitas vezes são repassadas para os alunos da pós-graduação como responsabilidade. Al;em disso, como a CAPES libera a abertura de mais vagas, mas nem para o número já existente de pós-graduandos, esta dá suporte suficiente? (falta bolsas para todos os alunos).

 

Liz (PPG Meio Ambiente e Desenvolvimento)

Ressalta que em seu programa não há falta de professores vinculados ao programa, faltam professores para as aulas e orientações, além da falta de técnicos, pois estes entram e saem toda hora.

Sugere que os professores precisamos de apoio, nós teríamos que auxiliar nos debates, lembrando da realidade da universidade. Fazendo debates nos nossos locais, chamando professores da pós-graduação que estão ligados a greve.

Sugere como pauta: as questões do REUNI, pressionar para que as bolsas Reuni sejam vinculadas a CAPES;

 

Alisson (PPG Educação):

Sugerem encaminhamento: nova data de assembleia, tentando melhorar a divulgação (que realmente chegue a todos);

Ressalta que o docente é uma vítima de todo os sistema posto; Observa-se que o professor vira escravo desta lógica (métodos da CAPES/CNPq);

Sugere como pauta: questões da Avaliação da CAPES;

 

Sarita (PPG Psicologia)

Questiona qual o poder deliberativo de uma assembleia da pós-graduação.

Sugere que devemos apoiar aos professores e os estudantes da pós-graduação a pararem. Ressalta que se alguns cursos puderam parar, por que outros não?

 

Benito (Comando local de greve dos professores)

Ressalta que os assuntos abordados pelo sindicato, são repassados para os sindicalizados e para o público por meio do site da greve. Além disso, danos colaterais são avaliados pelo comitê de ética para uma rearticulação do programa.

 

PAUTAS:

  • Falta de Professores e técnicos;
  • Bolsas
    • Reajuste dos 30% (não realizado pelo governo);
    • Reajuste anual;
    • Ampliação no número de bolsas;
    • Vinculação das bolsas REUNI pela CAPES;
    • Métodos de avaliação da CAPES;
    • Creche para os filhos de pós-graduandos(as);
    • Processo de seleção mais transparente e unificado;
    • Infraestrutura (salas de estudos; biblioteca; internet wireless);
    • Mobilização da Pós-graduação;

 

ENCAMINHAMENTOS

  • Carta sobre o debate da Assembleia de 24 de maio de 2012;
  • Debates locais;
  • Assembleia pós-graduação no dia 31 de maio de 2012 às 18h30 no anfiteatro 100 – Dom Pedro I, Reitoria;
  • Estado de Mobilização da Pós-graduação.
  • Debate (aula pública) sobre a Pós-graduação no Brasil no dia 05 de junho de 2012.
  • Caravana para Brasília no dia 05 de junho.

 

CONVITES:

  • Comando de Mobilização (DCE)
  • Todas as segundas e quintas-feiras às 19h no DCE.
  • Assembleia Comunitária
  • Dia 30 de maio de 2012 (quarta-feira) às 10h na Reitoria.
  • Comando de greve dos professores
  • Dia 30 de maio de 2012 (quarta-feira) às 19h, sala 600 (Dom Pedro II)
  • Assembleia para deflagração da greve dos técnicos
  • Dia 31 de maio de 2012.

 

Encaminhamentos específicos:

Carta de Apoio aos Professores e a Mobilização dos estudantes (Tiago).

Relatoria: duas versões, completa e outra mais enxuta (informativo) (Suelen).

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ASSEMBLÉIA GERAL DOS PÓS-GRADUANDOS

A greve nas universidades federais coloca os programas de pós-graduação em uma situação complicada. Para chegar à resultados satisfatórios com relação aos direitos dos(as) trabalhadores(as) e melhorias na qualidade dos cursos e infra-estrutura da universidade, a greve deveria atingir todos as atividades das instituições. Mas por ocasião de órgãos externos à elas, os programas de pós-graduação ficam praticamente impedidos de paralizar suas atividades.

Tratando-se de reivindicações, pela luta dos(as) pós-graduandos(as), conseguiu-se um aumento de 10% das bolsas de pesquisas. Reajuste este que ainda não é suficiente para que os(as) estudantes possam realizar suas pesquisas e ainda se manterem financeiramente. Caso ainda pior é o fato de não haver bolsas para todos(as) os estudantes que fazem o requerimento.

Por estas razões, o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR convida os(as) estudantes para participar da Assembléia Geral, que será realizada na próxima quinta-feira, dia 24/05.

Contamos com a presença de todos(as).

Relatória – Reunião FPG – 26/04/2012

FÓRUM DE PÓS-GRADUANDOS DA UFPR

 

Reunião: XVI

Data: 26/04/2012

Local: 1º andar do edifício Dom Pedro I

Presentes: Marcelo (Educação), Liz (Meio Ambiente e Desenvolvimento), Suelen (Educação Física), Thiago e Felipe (Politicas).

 

Pauta:

1)           Atividades para o Fórum em 2012

 

 

Atividades para o Fórum em 2012

Marcelo iniciou falando como o fórum iniciou as suas atividades no ano passado. Lembrando que a partir do meio do ano, com a greve, houve uma desmobilização com diminuição das atividades do Fórum e menor número de pós-graduand@s participando das reuniões e atividades propostas.

No entanto, a Liz acredita que com a greve que está por vir (devido ao indicativo de greve dos professores) que as atividades tanto da pós-graduação quanto da graduação não irão parar. Fala também que as atividades do Fórum poderiam se reiniciar por debates sobre reajustes das bolsas da pós, iniciando uma campanha das bolsas.

Thiago diz que poderíamos organizar um evento para estes debates e campanha.

Marcelo diz que no ano passado o Fórum tentou organizar um evento para discutir a pós-graduação, porém não deu certo, por número reduzido de pós-graduand@s na organização e por ser final de ano. No entanto, lembrou que o evento que deu certo foi na metade de 2011 uma reunião que a PRPPG “convocou” (e muitos acharam que a participação era obrigatória) para os alunos bolsistas CAPES/REUNI.

A Liz fala que o ideal seriam debates locais, com a presença de integrantes do Fórum; Felipe se preocupa em debates locais, pois acredita que somente um número pequeno de pessoas participaria. Porém, a Liz diz que acha mais fácil debates locais aproveitando uma aula do programa, pois não acredita que as pessoas se deslocariam para um reunião única em outro local. Complementando a ideia do Felipe, Marcelo diz que as aulas do PPGE, por exemplo, são em horários diferentes, difícil de chamar todos. Suelen ainda complementa que as assembleias setoriais não funcionaram muito bem. Mesmo assim, a Liz diz que nos programas que tenham aulas com um grande número de pós-graduand@s, como o programa do MAD, valem a pena debates locais. A Suelen concorda com essa ideia.

Thiago afirma que quando há algo concreto as pessoas se sentem mais interessadas, achar que a PG se mobilizaria em massa é ilusória. Este algo concreto seria a campanha para o reajuste das bolsas.

Liz pensa numa solução prática. Lembrando que o Ato que ocorreu este ano no politécnico para o reajuste das bolsas foi pontual e nós pensamos em uma campanha, uma discussão sobre o tema. Ela diz que devemos construir cartazes, uma carta explicativa sobre os reajuste das bolsas e explicando como as coisas funcionam. Além disso, fazer atividades em locais possíveis e tentar somar as pessoas que organizaram o ato no biológicas, convidando-as para participar junto ao Fórum desta discussão e campanha. A Liz ainda afirma que devemos começar a colocar no imaginário d@s pós-graduand@s que isso está acontecendo, como abaixo assinados, além de aproveitarmos a possível greve dos professores e somar a nossa campanha de reajuste aos atos dos professores. Estamos em poucos, mas temos que começar a campanha das bolsas.

Felipe reflete que precisamos entender melhor o porquê d@s pós-graduand@s não se sentirem representad@s, não participando das nossas reuniões.

Neste sentido, Liz diz que é importante mostrarmos que o movimento existe, que o Fórum existe.

Marcelo, voltando a falar da campanha das bolsas, lembra que o COUN assinou uma moção de apoio ao reajuste das bolsas da pós-graduação, mas que, apesar de importante, uma moção não é efetiva se a administração da UFPR não pressionar o governo.

 

Encaminhamentos:

Estratégias para o momento:

  • Campanhas de reajuste das bolsas (todos)
  • Construção de Cartazes (Suelen falará com amiga)
  • Escrever uma Carta sobre a campanha das bolsas (Liz e Thiago).

Descrever histórico do que está sendo feito e fechar com proposta e organização de agora.

  • Discussões e debates locais sobre a campanha (todos que puderem).

Mobilização dos primeiros anos, principalmente.

  • Reestruturação e atualização do Informativo

Pegar a versão do informativo com o Denner (Marcelo)

  • Financiamento para impressões dos cartazes e carta

DCE (Felipe)

APUFPR (Marcelo)

  • Escrever texto sobre o Ato realizado no Politécnico

Conversar com organizadores do Ato no politécnico para apoio (Suelen)

Próxima reunião:

Dia 10 de maio às 17h30 na Sala de Estudos do Programa de Pós-Graduação em Educação.

Moção do COUN UFPR – Apoio ao reajuste das bolsas de Mestrado e Doutorado

Senhores Conselheiros,

Informamos que foi publicada a seguinte Moção do Conselho Universitário:

“O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal do Paraná, por decisão unânime de seus membros, vem por meio desta declarar apoio ao reajuste imediato de 50% das Bolsas de Mestrado e Bolsas de Doutorado, há mais de três anos sem nenhum aumento, bem como solicitar aos Órgãos competentes do Governo Federal a elaboração e consolidação de uma política universal de formação científica continuada que beneficie todo o conjunto dos estudantes brasileiros e a inclusão de um cronograma anual de ajuste do valor das Bolsas CAPES, CNPq e REUNI, assim como de outras agências, no Plano Nacional de Educação 2011-2020”.

Pedimos ampla divulgação em sua unidade e lembramos que estes documentos, bem como as demais resoluções de interesse geral, instruções normativas, atas dos Conselhos Superiores, Estatuto e Regimento Geral estão disponíveis em nossa página na internet:

www.ufpr.br/soc

Silmara Groschupf

SOC

Ato pelo reajuste das bolsas da pós

No dia 29/03, última quinta-feira, o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR participou de um ato organizado por estudantes do Programa de Pós-graduação em Biologia Celular, reivindicando o reajuste das bolsas. O ato foi realizado no campus Centro Politécnico e seu objetivo foi contribuir com o protesto nacional.

Para a manifestação, as roupas pretas significaram o luto pelos anos sem reajuste. Com cartazes e panfletos, os pós-graduandos saíram às ruas próximas ao Centro Politécnico, mostrando sua indignação frente ao descaso com os pesquisadores.

Relato XIV Reunião – 20/12/2011

FÓRUM DE PÓS-GRADUANDOS DA UFPR

Reunião: XIV

Data: 20/12/2011

Local: sala PD 01, Setor de Tecnologia, Centro Politécnico

Presentes: Lucas (Educação), Felipe (DCE), Silvana (Engenharia da Produção) e Suelen (Educação Física).

Pauta:

1) Informes;

2) Encaminhamentos da reunião do Setorial Politécnico;

3) Fórum, DCE e Conselhos Superiores;

4) Atividades pendentes;

5) Avaliação anual dos resultados das atividades do Fórum;

6) Planejamento para 2012.

1) Carta para aos PPGs para que o representante discente participe das reuniões do fórum

Formar uma comissão, alguém do colegiado fará a leitura da carta na sua respectiva reunião.

Encaminhamentos:

Voltar a discutir este tema na primeira reunião do ano de 2012.

 

2) Carta para Proec sobre SIEPE

Silvana organizou uma carta para entregar a PROEC com críticas a organização e os temas apresentados na SIEPE.

Encaminhamentos:

Lucas vai enviar uma versão que ele fez considerações para então se fazer a entrega.

Silvana fará a entrega da carta.

 

3) Cadeira para alunos da PPG nas reuniões do Setor

Encaminhamentos:

Postergar a discussão para primeira reunião do ano que vem.

Ver como funciona em cada programa, como funciona em outras universidade (que não tem APG), ver nos regimetos setoriais (para ver brechas), ver número de alunos de PPG dentro de cada setor. Fica aqui nosso desejo da representação em cada setor.

 

4) Cartilha de bolsas

A reunião setorial do Politécnico apresentou a idéia da organização de uma cartilha com esclarecimentos dos direitos e deveres dos bolsistas.

Encaminhamentos:

Organizar um evento como deste ano para bolsistas Reuni, para que possamos chamar todos os alunos bolsistas da PPG mais ou menos em abril, com auxílio da Pro-reitoria da Pós-graduação.

 

5) COUN

Felipe explicou que uma carta de 4 páginas, com início de desenvolvimento pelo Érico e a Lívia, que estava sendo acompanhada pela luta do reajuste das bolsas das ANPG.

Lá não foi possível ler a carta, pois não pode ser apresentada como informativo, vai ser protocolado na SOC, assim este ponto seria um ponto de pauta e não somente informativo para que a universidade auxilie na busca desta questão.

 

6) DCE e PG

Felipe falou sobre a proposta sobre a atual gestão do DCE sobre a PPG. Disse que há grande distância entre DCE e PG e a idéia é construir essa ligação. Afirmou que o fórum tem sua autonomia, porém há a possibilidade de trabalharmos juntos,  discutindo sobre as cadeiras representativas para PPG e chamando reuniões com Pró-reitoria para maior legitimidade da PPG. Além disso, disse da luta pelo reajuste das bolsas da PG.

Lucas fala sobre a carta e a luta que o FPGUFPR vem tocando, primeiro que o reajuste é de acordo com a inflação (que seria 35% – últimos 3 anos). Não está muito claro na ANPG, mas há uma luta para que o reajuste entre no PNE ,para que não haja este congelamento de bolsas. Além disso, disse para que deixemos claro que a luta é nacional pelo reajuste. Devemos tirar uma moção de apoio da Universidade. Para concluir, a leitura que ele fez é de que a última gestão não auxiliou além de abrir as portas do DCE e em impressões de documentos. O DCE somando seria muito interessante.

Silvana diz que precisamos fortalecer os movimentos com a base, pois hoje não temos muita participação dos alunos de PPG nas reuniões do fórum.

Lucas lembrou sobre momentos que o fórum tinha maior participação dos alunos, alguns picos de massificação. Lembra que ficamos na dúvida se apoiaríamos ou não alguma chapa no momento das eleições.

Lucas lembrou que o Marcelo nos enviava na lista a pauta e relato das reuniões do COUN e CEPE.

Lucas relembra que uma comissão foi tirada para a resolução 10/08 (regulamenta REUNI), pautada via Thiago e Marcelo (antigos representantes da PG), uma carta para as atividades de contrapartida da bolsa Reuni, a partir daí tiramos uma carta (após discussões no Fórum e Assembléia com pós-graduandos). Com respaldo do Edilson (PRPPG), foi pautado no CEPE e uma comissão foi formada para que haja uma reforma na resolução. Essa comissão não se reuniu e ficou para o próximo ano, que agora fica sobre responsabilidade da nova gestão do DCE.

Além disso, Lucas disse que por conta da greve, foi tirado uma reunião extraordinária (aberta) no CEPE  sobre a PG. Era para ter acontecido neste ano, não sabemos porque, mas não aconteceu. Voltar a tomar esse ponto.

 

7) Atividades Pendentes

7.1 Mesa sobre PPG

era para ter sido dia 08/12. Foi transferida para o ano que vem, pela dificuldade da disponibilidade dos alunos e também professores convidados.

Encaminhamentos:

Mesa para começo do ano que vem, com início das aulas.

Conversar com outras pessoas que eram convidadas para a mesa, para abril.

7.2 Informativo

Faltou o Dener passar a última versão com as correções.

Encaminhamentos:

Falar com o Denner sobre a úlima versão do informativo.

Fica para março o informativo impresso, início das aulas que será decido na primeira reunião de 2012 (14/02/12).

7.3 Campanha de bolsas

Algumas atividades foram realizadas no final de 2011.

Panfletos foi desenvolvido pela Patrícia.

Encaminhamentos:

Voltar atividades para início do ano que será decido.

7.4 Mapeamento da PG

Análise  dos dados ficou para o ano que vem.

 

8) Análise das atividades do fórum em 2011

Ficou difícil fazer uma análise pelo número de essoas nesta renião.

Encaminhamentos:

Fazer na primeira reunião uma rodada de avaliação.

 

9) Planejamento para 2012

Encaminhamentos:

Planejamento ficou para a primeira reunião do fórum em 2012, prevista para o dia 14/02/12.